Já disseram que você é uma pessoa difícil de conviver?
É comum ouvir isso, especialmente quando não correspondemos às expectativas dos outros. Claro, algumas pessoas são realmente “difíceis” porque insistem em estar certas ou em criticar os outros, mas aqui quero abordar outra perspectiva. Me refiro sobre quando somos rotulados como “difíceis” simplesmente porque agimos de maneira diferente do esperado.
Isso acontece muito em ambientes familiares e sociais, onde existe um sistema de pessoas acostumadas com outras pessoas agindo sempre da mesma forma. As conhecidas “panelinhas” e “grupinhos” tendem a seguir a mesma lógica: falar mal dos mesmos assuntos e pessoas, mantendo os mesmos comportamentos e rotina. E, quando escolhemos nos afastar ou evitar certos convívios, de repente, somos vistos como arrogantes ou “metidos”. Você já passou por isso?
Como você se sente quando suas ações ou escolhas são mal interpretadas?
Já parou para pensar se, talvez, o incômodo dos outros venha do fato de você não agir conforme o esperado?
Isso piora quando confrontamos as atitudes do grupo ou recusamos fazer algo que, antes, talvez fizéssemos. Então, de repente, viramos o “tema” das conversas desses grupos e é como se, de um momento para o outro, nos tornássemos uma pessoa difícil de lidar.
O que você acha que provoca essa reação nas pessoas? Como elas se sentem com o fato de você sair do padrão (agindo fora do automático)?
Quando nos encontramos nesse papel (pessoa difícil de lidar), surgem algumas opções. Podemos voltar aos padrões anteriores para “pertencer” novamente aos grupos ou nos afastar, percebendo que aquilo não nos levaria a um lugar positivo.
Infelizmente, muitas pessoas preferem retornar ao antigo convívio, temendo virar alvo de fofocas. Mas, quem escolhe se manter distante, enxergando que esses grupos não contribuem para o crescimento, geralmente recebe algumas recompensas.
Você já optou por voltar atrás, apenas para evitar se tornar o assunto de conversas? Como se sentiu depois? Foi uma decisão que trouxe paz ou frustração?
Pode parecer um tanto exagerada essa reflexão e você tem o poder de escolher se isso faz ou não sentido, mas te convido a pensar se, alguma vez um colega seu subiu de cargo e, nesses grupinhos, você com outros passaram a comentar sobre o fato dele ter mudado, estar se achando, etc.
Se você fez isso no passado, tudo bem! Mas e se você se perceber ainda agindo assim, quero clarear que você está criando comandos internos de nunca poder subir de cargo ou ter algum tipo de destaque, apenas pelo fato de que não vai querer ser alvo desses grupinhos iguais aos que participa.
Agora, pense nas situações atuais da sua vida: você está se permitindo brilhar e crescer, ou está reprimindo seu próprio sucesso para evitar o desconforto que também há no crescimento?
O crescimento pessoal também traz desconforto, pois ele nos tira da zona de conforto e pode provocar insegurança tanto em nós quanto nas pessoas ao nosso redor.
É comum lidar com críticas, mal-entendidos e até o afastamento de algumas pessoas que não se sentem à vontade com nossas mudanças e avanços. Esse desconforto é natural, mas se evitamos crescer para fugir dele, acabamos reprimindo nosso próprio sucesso e nos limitando.
Deixo como reflexão final, a pergunta: será que as pessoas realmente acham que você é difícil de lidar ou estão apenas desconfortáveis porque você não se deixa mais ser manipulado?
Crescer muda dinâmicas, expõe inseguranças e mexe com quem estava confortável com o seu modo de ser.
O rótulo de “difícil” é só o reflexo do desconforto que o seu crescimento causa nos outros. Você está disposto(a) a crescer, mesmo que isso incomode?
Isso fez sentido para você? Então a Autoterapia também faz! Assista esse vídeo abaixo e comece ainda hoje, gratuitamente!


