Por que pensar positivo não atrai coisas boas?

Muita gente fala sobre lei da atração como se bastasse pensar positivo para que a vida mudasse. O problema é que pensar positivo não muda comportamento e é comportamento (incluindo o pensamento que vem antes dele) que cria resultado.

Você pode repetir frases bonitas todos os dias e continuar escolhendo viver o mesmo tipo de problema. Pode mentalizar prosperidade e continuar sabotando suas oportunidades, repetir frases sobre amor e continuar reagindo com irritação sempre que algo foge do seu controle…

Pensa comigo: Se pensar positivo resolvesse, sua vida já não estaria diferente? Quantas vezes você já tentou mudar só pelo pensamento e continuou tendo o mesmo resultado?

Por que pensar positivo não atrai coisas boas? Porque você pode pensar diferente e continuar agindo igual! Você pode até ter intenção de mudar, mas intenção não é ação, certo?

Isso acontece porque são suas crenças antigas e seus padrões emocionais que criam sua realidade. Quando algo te irrita, por exemplo, você costuma dizer que foi o outro que provocou aquilo ou se pergunta o que você fez que atraiu aquela pessoa ou situação para sua vida? Sua crença permite que você compreenda que sua irritação começa quando uma necessidade sua não foi atendida ou ela te convence que “o outro” é culpado?

A situação que você passa é neutra. Ou seja, o fato não é bom nem ruim, é um fato apenas. O significado que você dá ao fato é SEU.

Se você precisa de mais tempo, mas vive se atrasando, a irritação não é sobre quem reclama, mas sobre a sua própria desorganização não questionada antes. Se você precisa de compreensão (pelo atraso ou outra coisa), mas quebra acordos com frequência, talvez esteja esperando do outro uma tolerância que você mesma(o) não construiu em você… Como foi ler isso aqui?

O que quero dizer é que pensar positivo pode até melhorar seu humor por algumas horas, mas não muda O PADRÃO (e é isso que te irrita).

Se você quer um resultado diferente e mudar esse padrão, vai precisar ir além do pensamento positivo. Será necessário revisar as crenças que sustentam esse padrão. Autoclarear isso pode parecer quase inconveniente para a mente, mas identificar a repetição é assumir o próprio papel na sua história.

Enquanto você acreditar que o problema está no comportamento do outro ou na “energia” do universo, continuará repetindo escolhas incoerentes com o que você diz por fora que quer. Isso porque, por dentro, está seguindo um comando antigo que força sua mente consciente a agir nesse automático.

Às vezes o autoengano é bem sofisticado, porque você não culpa o outro diretamente, mas diz que “atraiu isso”. Então pode acreditar que é uma pessoa evoluída ou espiritualizada, só que continua sem mudar o comportamento que mantém o padrão.

É possível que essa leitura gere desconforto. Quando um texto toca em um padrão que ainda não foi questionado, a mente inconsciente tende a se defender. Compreenda que essa resistência é um mecanismo de proteção da sua identidade atual. Reconhecer que algo mexeu com você não é motivo para culpa. Veja mais como uma oportunidade de recuperar seu poder, escolhendo conscientemente o que deseja repetir e o que deseja transformar.

Embora algumas coisas possam parecer desagradáveis na sua vida, seu inconsciente acha ótimo. Assim, vamos acumulando vitórias que, na verdade, têm gosto de derrota. Porque cada uma delas custa algo de nós. O que você está ganhando ao continuar nesse padrão? Quem você continua sendo enquanto mantém esse “personagem”?

Você já percebeu quantas vezes “ganhou”, mas saiu perdendo também?

Bom, a felicidade pode até te pedir pra perder, às vezes. Talvez perder a necessidade de provar algo ou o papel que esperavam que você desempenhasse. Se você é uma pessoa que “aguenta tudo”, pode ter um ganho secundário (ser admirada), talvez então tenha que perder o orgulho de ser essa pessoa. Como será isso?

O que você teria que perder para finalmente descansar de tanto esforço?

Qual identidade sua deixaria de existir se esse “problema” acabasse?

Talvez pareça agora que, ao escolher ser feliz, estará abrindo mão de se mostrar forte. Mas e se a verdadeira força estiver justamente em se escutar, se respeitar e assumir o que é real pra você? Você se sente pronta(o) para ser feliz, mesmo que isso contrarie o que esperam de você?

Será que quando você tenta vencer, está competindo com uma versão de si que nem é sua realmente? Será que você está tentando vencer uma disputa que nem foi você quem começou?

Eu te convido a clarear agora que, estar sendo a pessoa forte ou cumprindo um check-list do que as pessoas esperam que você faça, também é uma escolha sua. Pode ser que, no começo, você tenha cada vez mais incluído tarefas ou papeis, e quando percebeu já era uma pessoa diferente do que esperava ser, mas hoje, após ler isso, você clareou que assim como um dia pôde escolher algo, hoje pode escolher outra coisa.

Quando você escolhe ser feliz, está em paz com quem realmente é.
O que mudaria se, hoje, você escolhesse mais paz do que performance? Ou mais paz do que cumprir papéis para agradar alguém?

A sua mente não está busca felicidade. Ela busca previsibilidade, gosta do conhecido, mesmo que seja desconfortável. Repetir um padrão dá sensação de controle. Quebrar esse padrão parece ameaça antes de parecer liberdade. Por isso mudar não é só decidir diferente ou pensar positivo, entendeu?

Pense agora em algo que aconteceu com você. Escolha algo que ainda te incomoda quando lembra, como uma discussão, uma frustração, uma decepção ou uma sensação de injustiça. Algo que você considera marcante e desagradável.

Agora que pensou, vamos separar sua emoção do fato. Escreva:

  1. Qual foi o fato?
  2. Qual significado eu dei a isso? (emoções, crenças e gatilhos)
  3. O que eu senti? (injustiça, etc)
  4. Qual necessidade minha não foi atendida?
  5. O que eu ganhei com isso? O que eu perdi?

Clarear que você sempre ganha algo com aquilo que repete é muito importante para entender o papel do seu inconsciente. Mesmo quando a situação parece ruim, existe um ganho: previsibilidade, identidade, validação, razão para continuar sendo quem você já sabe ser (e talvez até seja uma pessoa admirada por isso). Quem perde é o seu racional, que queria paz ou resultado diferente.

Quando você identifica o ganho oculto, para de se ver como “pequena” e começa a se ver como participante ativa do padrão. E é aí que a repetição começa a enfraquecer, porque aquilo que é consciente deixa de ser automático.

No vídeo abaixo, te ajudo a transformar tudo isso em planejamento real. É só clicar no PLAY 🙂

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