O silêncio da sua verdade diante do grito dos outros

Dentro de você já existe um “assistente pessoal interno” que automaticamente registra seus acertos e tropeços e avisa quando você está prestes a repetir velhos padrões.

Podemos até confundir isso com intuição, “sinal divino”, premonição ou proibição, mas ele é apenas um sinal de alerta, da sua mente inconsciente dizendo “cuidado, isso já não deu certo antes”. Quanto mais você o reconhece e escuta a esse alerta, mais evita problemas e ciclos desnecessários.

Ou seja, quanto mais consciência você desenvolve sobre si, mais forte se torna esse seu sistema de proteção, que chamo de “assistente pessoal interno”.

Mas, antes de começar essa Sessão de Autoterapia, reserve um momento só seu. Separe cerca de 30 minutos para ler com atenção, refletir e se ouvir de verdade. Essa leitura não é só um texto. É algo para você. Então, por que não fazer com qualidade?
Permita-se essa pausa. Você merece. Afinal, se você não se der essa permissão, quem dará?

Esse sistema do “assistente pessoal interno” não é novo. Ele sempre existiu dentro de você. Só que, quando você se desconecta de si, ele fica mudo. E não há cenário mais barulhento e confuso do que uma coisa que abafa essa escuta interna: a comparação nas redes sociais.

Você pega o celular, achando que vai “relaxar” um pouco, mas, de repente, está tentando provar algo que nem precisava ser provado. Mesmo sem racionalizar isso, sua mente está medindo sua importância por números: seu valor, por curtidas. Sua beleza, por ângulos. Sua felicidade, por fotos em destinos turísticos ou comentários. Já se percebeu fazendo esse tipo de comparação, sentindo que você tem ou é “pouca coisa”?

Imagine assim: você pega o celular para “relaxar” e, em instantes, já se vê sendo bombardeada por sugestões de cursos “transformadores”, produtos milagrosos de emagrecimento, equipamentos ou destinos paradisíacos. Tudo montado pelo algoritmo que espia suas inseguranças. Como foi ler isso aqui? Te incomodou imaginar (ou lembrar) que existe um sistema que te “caça”?

A verdade é que, em vez de descanso, sua mente só enxerga uma vitrine de produtos e promessas, e você sai do feed mais exausta do que entrou. Por quantas vezes você recorreu aos atalhos do feed (cursos milagrosos, dietas instantâneas ou formas de lucrar muito em pouco tempo) e só encontrou mais cansaço e frustração?

Quantas vezes você saiu das redes sociais se sentindo pior do que entrou (mesmo sem saber exatamente o motivo)? E quantas vezes você buscou se encaixar, mas continuou se sentindo inadequada ou “pouca coisa”?

Eu queria te convidar a clarear aqui que esse impulso de se comparar nas redes sociais, talvez tenha uma raíz mais escondida ainda. Um desejo antigo de se sentir valorizada, de ser elogiada ou reconhecida. Agora eu não me refiro a seguidores, mas das pessoas que sempre importaram na sua vida.

É sobre um futuro de “likes” que sua mente se acostumou a buscar: a foto que você ainda não tirou, a viagem que ainda não fez, o projeto perfeito que ainda não saiu do papel… E outras coisas que só você sabe!

Quando foi que você começou a duvidar do seu próprio caminho? Quantas vezes você já fez algo apenas para provar seu valor para seus pais, irmãos, namorado/marido ou alguém que você gostaria que se aproximasse?

Esse desejo oculto de agradar alguém (principalmente quando nem sabemos racionalmente quem é), faz a gente investir em sonhos que nem são nossos. Eu já atendi muitos casos assim. Pessoas que queriam cursar uma faculdade que não escolheram racionalmente ou que buscavam um cargo na empresa que prometia um certo status. E até mulheres que não queriam ser mães, mas que só descobriram isso depois de acreditarem numa maternidade idealizada. Teve até um caso de uma cliente que se punia diariamente por não ser uma “boa dona de casa”, aquela que dava conta de tudo. Esses não eram sonhos delas.

Eram roteiros escritos para agradar pessoas de quem elas já nem lembravam conscientemente. Uma promessa de trazer orgulho para pais, avós e, um dia, para si mesmas. É essa promessa que nos empurra para viver no automático, seguindo metas que nem nos pertencem. E, quando finalmente alcançamos a “conquista”, ela parece um “acidente”: não saiu do jeito que planejamos para nós, mas do jeito que prometemos para os outros (ainda que não lembraremos disso na data da realização).

Como seria você descobrir que vive a vida que sempre quis? Que sua mente criou todo um cenário para você realizar promessas antigas, que nem se lembra mais?

Quando foi a última vez que você questionou se seus sonhos eram realmente seus, e não apenas a promessa de orgulho que você fez a outras pessoas? (mesmo sem dizer uma palavra)

A verdade é que, quanto mais você vive para agradar o olhar do outro, mais você silencia a sua própria voz. E isso é o que adoece sua mente, gerando um cansaço que você mesma escolheu sentir (pois é um efeito colateral). Ler isso aqui não é fácil, ainda mais se você não lembra de ter desejado a vida que está tendo. E eu entendo se você não estiver pronta para continuar essa Sessão. Realmente não é para todo mundo.

Por que será que é tão mais fácil perceber/julgar quando o outro está se perdendo, do que admitir quando é você quem está se afastando de si mesma? Por que é tão difícil identificar nossos próprios sonhos e destino?

A verdade é que essa distorção não acontece só pela criação de sonhos na infância. A comparação constante, feita de forma automática (quando nem percebemos que estamos fazendo isso), também distorce a sua identidade. Você começa a desejar o que nunca quis, a perseguir o que nunca fez sentido, e a se moldar para caber em lugares onde você nem queria estar. Em que momento você começou a viver a vida dos outros achando que era a sua?

Mas, e se, na verdade, você estiver desejando coisas que são o seu destino, mas que vão contra as promessas que se fez quando criança? E se esse desejo atual estiver apenas esbarrando em crenças antigas, aquelas “promessas” que você fez lá na infância para agradar família, provar algo para um “inimigo” da escola?

Esse conflito interno é ainda mais comum para quem passou por bullying, pois aprendemos cedo a moldar nossos sonhos e comportamentos para evitar críticas e ser aceitos ou, até mesmo, para provar que somos fortes e capazes.

Talvez você tenha se jurado, lá atrás, que jamais diria “não” a um emprego estável, que sempre seria a filha perfeita, a mãe perfeita, ou que honraria um sonho que não era seu (algo que sua mãe/pai não pôde realizar). Mas, ao ver o feed alheio, aquela faísca de vontade que você reprimiu volta à tona. Pois é, não era inveja!

Era a lembrança de uma versão sua que você tentou apagar para caber em promessas antigas. E enquanto essa versão segue adormecida, você continua se desgastando ao assistir as vidas “perfeitas”.

Existem 2 coisas acontecendo dentro de você: A primeira, é não saber ao certo quais sonhos são realmente seus e quais nasceram de promessas antigas, feitas ainda na infância (para agradar, pertencer, ser reconhecida). A segunda, é que enquanto isso não estiver claro, tudo o que você vê nas redes sociais (as viagens, os projetos, o estilo de vida) pode parecer desejável, mas também inacessível ou “coisa dos outros”. Sem esse discernimento, você continuará assistindo uma vida que talvez nem combine com você, ou pior: que combine, mas que você nem se permite desejar por lealdade a antigas crenças. (releia isso antes de continuar)

Preciso te dizer que a busca pela perfeição é uma ilusão. Te convido a clarear com essa Sessão de Autoterapia que o que você vê nas redes sociais é uma narrativa vendida por quem quer te manter em dívida com a própria imagem (e lucrar com isso).

Isso vale para quem te mostra o corpo perfeito prometendo milagres em 7 dias, para quem finge ter uma vida dos sonhos enquanto vende “liberdade financeira” com jogo do tigrinho ou para quem transforma qualquer insegurança sua em marketing, só pra te vender um curso que promete mudar tudo (mas o conteúdo dessas pessoas só te fazem se sentir ainda mais insuficiente e pior).

Acha besteira ou exagero o que leu aqui? Então te convido a pausar por um momento e abrir agora as suas redes sociais. Olhe com atenção as pessoas que você mais assiste nos stories (escolha pelo menos 5 pessoas). Elas te inspiram de verdade, com dicas do que fazer, gerando questionamentos ou te fazem sentir que está sempre ficando para trás? Faça isso e depois dê seguimento aqui. Estarei te esperando!

Cada vez que você dedica seu tempo nos stories ou posts, acompanhando a rotina “perfeita” de outras pessoas, você reforça isso que vou chamar agora de “vício invisível”, que é o de se comparar o tempo todo e se sentir em falta (consigo mesma).
Sem perceber, você começa a medir o valor da sua vida pelo que pode calcular e não sobre o que sente de verdade.

Ser você mesma pode parecer pouca coisa. Mas é muito mais “pouca coisa” viver desconectada de si mesma.

Você está clareando agora como as redes sociais podem silenciar sua voz interna e alimentar um “vício invisível” de comparação. Já conseguiu entender que existe em você um assistente pessoal interno pronto para avisar quando velhos padrões voltam a se repetir, mas que mesmo que ele grite dizendo, se você não estiver disposta a escutar, não servirá de nada…

O que você fará agora, que sabe de tudo isso, para silenciar o grito dos outros e deixar sua verdade falar mais alto? A liberdade começa quando você escolhe se olhar com honestidade e quando decide se pertencer, antes de pertencer a qualquer outro lugar (ou grupo de pessoas).

Vamos clarear mais coisas ainda? Então responda as perguntas abaixo, anotando as respostas em uma folha de papel ou no caderno que você usa para fazer as Sessões de Autoterapia daqui. Responda de forma bem completa e profunda. Não limite-se a escrever apenas “sim/não” ou uma linha, dê respostas longas, para que isso aqui te ajude de verdade!

Algumas promessas que você fez ainda criança seguem moldando suas escolhas. Elas viraram crenças (e aqui agora não vou conseguir explicar a verdade por trás das crenças). Quais sonhos você pode estar deixando de viver por lealdade a um pacto antigo (feito para agradar, pertencer ou ser aceita pela sua família)? Existe algo que se você fizesse ou tivesse, seria “ofensivo” para eles? Busque se lembrar de como eles falavam bem ou mal de pessoas que faziam essas coisas que você chama de sonho. Não lembrar disso agora, significa que você não consegue acessar tão facilmente. Mas tente lembrar de quando você era criança, o que seus pais (ou quem te criou) diziam sobre quem viajava? O que eles falavam/comentavam sobre quem era rico? O que eles diziam sobre pessoas modernas? (releia toda essa pergunta antes de responder)

Você costuma sentir seu “assistente pessoal interno” ficar mudo enquanto se distrai pelas redes? Considere esse “mudo” quando deixa de pensar em si mesma com amor, mas passa a sentir algumas reações como falta de presença, aperto no estômago, inquietação, ansiedade, falta de sono, necessidade de mudar sua vida (mas não consegue fazer um projeto realista).

Você sente, lá no fundo, um vazio por ter enterrado ou desistido de seus sonhos?

Agora, te convido a analisar suas redes sociais. Veja quem são os 5 primeiros perfis que aparecem nos posts e depois nos stories. Perceba: quais deles só reforçam esse “vício invisível” de comparação e geram gatilhos que te fazem se sentir “pouca coisa”. Quem faz sentido deixar de seguir para proteger sua energia?

Quantas pessoas você segue nas suas redes sociais? Se você tem 100 seguidores e segue 1.000 pessoas, já tem um desequilíbrio bem óbvio. Mas imagina se você seguir mais ainda do que isso (em %)? Não tem como você acompanhar todas essas pessoas! Ou seja, você escolheu pessoas que sabe que não te acrescentarão em nada, só para te distrair!

Por que você precisa seguir tanta gente? Do que você quer se distrair?

Como você tem usado seu tempo livre? Como se sente agora, diante de tudo isso que você refletiu?

Se o seu assistente pessoal interno anda “calado” demais, experimente anotar, por 3 dias seguidos, o que te atrai nas redes sociais (sem julgar, só anote). Depois, observe: o que ali tem a ver com você de verdade e o que é só “ruído” tentando te distrair? Anote essa tarefa para você fazer mais esses 3 dias.

Talvez o que você sempre teve medo que fosse inveja, fosse na verdade um desejo real. Será que você está diante de algo que também é parte do seu caminho, mas que aprendeu a não desejar? Consegue identificar coisas que realmente quer fazer, mas que sempre pareceram erradas (crenças) para você? Escreva no mínimo 3 coisas antes de dar seguimento.

O que sua mãe (ou alguém que você admira e ama muito) diria se você realizasse essas coisas que escreveu antes? Essa pessoa sentiria orgulho ou acharia que você está “se aparecendo”? (tem certeza da sua resposta?)

Escreva 3 conquistas suas do passado (coisas que se orgulha em ter conseguido).

Pense e escreva 3 talentos seus, coisas que você sabe que faz de forma extraordinária.

Escreva à mão o checklist abaixo. Isso já deixará sua mente inconsciente ciente de sua nova intenção de olhar mais para si de agora em diante do que para o mundo externo. Vai dar preguiça escrever à mão, mas é importante, justamente para sua mente consciente, que é habituada com o padrão anterior, entender que você está se esforçando.

Faça 10 cópias no mínimo e sempre antes de entrar nas redes sociais, responda:

☐ Estou com tédio ou evitando sentir algo?

☐ Estou cansada de verdade ou só dispersa?

☐ O que eu tenho que fazer agora, mas estou fugindo? O quanto fazer isso é importante?

☐ Por que estou evitando isso? O que tem ali (no que preciso fazer realmente) que me incomoda?

☐ Entrar nas redes sociais agora vai me ajudar com algo ou só irá me afastar mais de mim?

Nem tudo o que admiramos é para ser copiado (mas algumas coisas são pistas). Como seria começar a distinguir o que é realmente seu daquilo que apenas aprendeu a querer, para se encaixar?

Sabe, costumamos, de forma injusta, comparar nosso bastidor com o palco dos outros. O seu bastidor (o que acontece sem você postar) tem muita coisa boa, mesmo que você nesse momento não consiga admitir isso. E é o fato de não reconhecer isso que acaba fazendo você se sentir “pouca coisa”, quando compara esse bastidor com o palco dos outros. Vamos clarear algumas dessas coisas?

O que é tão importante para você, mesmo que ninguém veja no feed? Pode ser sua família, filhos, marido/esposa… Sua carreira, seu dom… Como isso se mostra no seu dia a dia (em pequenos gestos, escolhas ou sensações)?

A partir de agora, isso tudo (não apenas a pergunta anterior, mas tudo mesmo) vai te ajudar a lembrar que você não é “pouca coisa”.

Quando você estiver com uma nova consciência, perceberá que não precisa se constranger com o fato de haver muitas coisas a serem descobertas ou reconhecidas sobre si, pois entenderá que isso faz parte do processo. É como se isso fosse “o natural” e fingir que sabe tudo e não existe nada mais a ser descoberto fosse algo impossível!

Por outro lado, quanto menor seu nível de consciência, menos você aceita reconhecer os padrões e crenças que possui, porque não gostaria racionalmente de os ter.

O quanto ainda é difícil para você reconhecer que ainda não se conhece? Hoje, com essa Sessão de Autoterapia, você teve a oportunidade de se conhecer.

Essa Sessão aqui foi “solta”. Você não construiu um processo para chegar nela. Como seria fazer um acompanhamento com 50 Sessões cuidadosamente projetadas para clarear crenças e padrões em todas as áreas? Como seria você poder ouvir seu assistente pessoal interno, sem “ruídos”?

Está na hora de dar voz à sua verdade. Como seria descobrir quais sonhos você vem “empurrando para depois” (por não ter ainda conseguido identificá-los), e como seria recuperá-los agora, com um acompanhamento?

Eu escrevi um livro (não é e-book) que se chama 50 Sessões de Autoterapia.

O nome não é por acaso. Ele tem mesmo 50 Sessões, mais aprofundadas ainda do que essa. Não são apenas perguntas soltas ou exercícios, é uma conversa, como se fosse uma Sessão mesmo comigo, só que muito mais barato!

Sabe, quando passamos tempo demais assistindo à vida dos outros não é porque estamos com inveja. Seria bom se a resposta fosse tão simples assim!

Isso acontece porque, sem clareza sobre o que é verdadeiramente seu, você acaba usando o feed como substituto do seu autoconhecimento. Cada story alheio vira um convite para seguir roteiros que não te pertencem. E é aqui que este livro entra como ferramenta/chave para virar esse jogo.

Você está pronta para usar este livro como um mapa para clarear e escolher seus próprios sonhos, em vez de continuar perdida nas vidas de outras pessoas?

Porque se fosse para fazer como todo mundo faz, eu teria gravado as 50 Sessões e estaria vendendo como um curso. Faz sentido?

A minha ideia é realmente executar a minha missão (acredite ou não) e tornar esse conteúdo acessível para todos. Embora não seja uma “passada de mão na cabeça” de quem fizer as Sessões, porque não é de um falso elogio que você precisa. E nem de alguém que só te jogue pra baixo. Você precisa clarear quem você é, para só depois ser guiada. E o livro faz tudo isso, aos poucos, sessão a sessão.

Sem depender de conexão à internet, horários fixos ou plataformas que mudam de visual a cada atualização… E o melhor, você faz cada Sessão no seu ritmo, não fica preso a datas de aulas ou prazo para concluir. O livro é seu “tempo livre” para revisitar sempre que precisar, revisando conceitos, relendo Sessões e avançando quando sentir que está pronta.

O silêncio da sua Verdade diante do Grito dos outros: até quando você vai permitir que o grito alheio cale sua voz (interna)? E seu destino?

Como seria começar a escutar seu “assistente pessoal interno” e viver de acordo com a sua própria verdade e destino? Como seria descobrir quais são seus sonhos de verdade e fazer um planejamento realista para eles?

E se eu te contar que gravei em vídeo 7 Sessões INÉDITAS que eu libero apenas para quem compra comigo? São Sessões que irão te acompanhar em momentos específicos ao longo do seu processo. Veja aqui como funciona

Este livro devolve o controle de volta para você. E talvez, pela primeira vez, você escolha escrever a sua história com voz própria (e sim, não importa a idade que tenha: ainda dá tempo!).

Quer saber mais sobre o livro? Eu gravei um vídeo… Só dar PLAY:

Uma resposta para “O silêncio da sua verdade diante do grito dos outros”

Descubra mais sobre Natália Zieger

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading